Quanto mais as horas passavam, mais cadáveres chegavam para os legistas. Katherine já fora chamada, sua decisão foi unânime, por isso os demais legistas nem se quer examinavam direito os corpos. Já eram 2:35 da manhã, quando um grande surto fez as pessoas correrem e gritarem pelos corredores do necrotério. - Vocês precisam dormir - desdenhou o chefe da segurança - Precisam de descanso, pois estão tendo alucinações. Nada do que disse adiantou, mais e mais pessoas corriam, mas ninguém sabia explicar o fato. - Joseph, pela esquerda - mandou o chefe. Já de frente com a sala de necrópsia 2, Joseph pode observar algo fora do natural, algo realmente assustador. - Chefe, alucinações, hã? - ficou boquiaberto. O maior deles se aproximou da porta e apenas olhou para dentro da sala. - Meu Jesus - hesitou.
Enquanto isso, um rapaz de óculos escuros surge no início do corredor. Era alto e usava uma jaqueta de couro preta, seus cabelos loiros só não esvoaçavam porque eram curtos. - Mas que diabos é isso? - indagou o chefe quando o retardatário já havia se aproximado da porta. - São zumbis - ele não mudou a feição, apenas observou tudo pela porta. Pareciam estar seguros.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Capítulo 10 - Secret Room
Ainda com o dedo latejando por conta do corte, havia andado por uns 40 minutos até chegar na velha construção, por onde adentrou pelos fundos, numa espécie de porão. As lâmpadas pouco funcionavam, estranho ainda ter corrente elétrica por ali. Desceu duas escadas e virou na esquerda, seguindo até uma porta quase no fim do corredor estreito. Logo acima da porta, uma placa prateada brilhava, esperando ser notada. Matthew Richmond estava escrito. Abriu-a com cautela e passou a mão pelo interruptor, acendendo a lâmpada. O lugar estava impecável: leçoís novos, tapete limpo, mini-geladeira cheia, cobertores, um notebook. - Não acredito que ele ainda usa isso aqui! - surpreendeu-se Katherine. Andou um pouco pelo cômodo, não parecia fazer parte daquela velha e imunda construção anteriormente vista. Deitou-se na cama de barriga para cima com as mãos na nuca e por ali ficou refletindo, algum tempo depois adormeceu. Depois, não muito, Matt apareceu lá e deparou-se com Katherine deitada em sua cama. Hesitou. Mas ficou encantado com o que vira. Gostava de vê-la dormindo, e logo o fez. Cobriu-a, acomodando-a do modo correto, fitou-a por alguns longos minutos, apagou as luzes e saiu dali.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Capítulo 9 - Blood
Já havia passado por centenas de radares, isso realmente preocupou a corporação. Seus dois melhores agentes cometendo gafes, parecia que queriam se "vingar". Ela continuou por alguns kilômetros, até ser abordada por sujeitos bem conhecidos, Curtis e Marshall. Foi obrigada a encostar e descer da moto. - Ei, Curtis. Qual é a boa de hoje? - ela sorriu sem graça. - Bom, pegamos uma das crianças sem limite - desdenhou. - Vamos lá, Marsh. Não dê a multa pro proprietário, pode deixar por minha conta. - encheu-se de si e tomou conta do erro. - Sabe, estou procurando Matt - mentiu. - Você não faz parte disso! - Curtis ressaltou. - Os agentes são notificados, assim como toda corporação - pareceu sorrir - Mas não preciso te explicar, você sabe muito bem disso. - preparou a moto para ser colocada em cima do caminhão. - Sem mais demandas. Vamos logo com isso - Marshall puxou uma agenda do bolso e com a outra mão puxou a mão de Katherine. - Não vai doer dessa vez! - pareceu prometer. - Você que pensa - ela levantou o dedão, deixando Marshall furá-la com um estilete. - Outch! - ela fechou os olhos. - Pronto! - Marshall depositou o sangue em uma lâmina de vidro e fechou-a com outra, guardando na agenda.
Capítulo 8 - Super Crap
Katherine saiu em alta velocidade, atropelando, estragando...ótimo. - Você está causando um desastre! - hesitou Jess - E ainda vou ser cumplice - colocou a mão na testa. - A corporação vai entender - Kathy olhou para trás e sorriu, desviando de tudo. Sem notar, passou por um radar do Instituto e seria muito chato encontrar-se com Curtis de novo. Katherine parou a moto numa rua escura, deixando Jess descer. Enquanto isso, pelas duas rua encruzilhadas vinha-se Lukaz, Lindsay, Max e Anthony. - Matt está sendo procurado pela corporação - anunciaram exaustos - Achamos que ele estivesse com você - Lindsay ofegou - Mas esse não ia ser o motivo pra ele arrancar o chip. - Max continuou. Kath hesitou, mas fingiu não se importar - Que ótimo! - abaixou a cabeça e rodou a chave na ignição. - Ele te ama, Kathy - Jess disse sem pensar. Kath não deu ouvidos. - Sim, ama! Ele me disse - ficou sem graça e continuou - Só não faça isso com ele - abaixou a cabeça. Katherine respirou fundo e disse - Só estou fazendo o que ele fez comigo. Ela assumiu a moto e saiu em alta velocidade.
Capítulo 7 - The Big "P"
Só para ressaltar, uma vez dentro do "Instituto" verá seus pais até sua formatura.
Kathy estava sentada no meio fio tomando uma cerveja, enquanto o resto estava em festa. Uns se beijavam, outros brigavam, natural. - Ei, animação! - Anthony a chacoalhou levemente pelos ombros. - Empolgação zero - deu o último gole e jogou a garrafa para longe, quase acertando um senhor que passava por ali. - Peter está passando mal - Jess a noticiou. - Droga! Novatos - dobrou os lábios e levantou-se procurando pelo celular. Jess observou e logo disse - Não usamos celulares, lembra? - sorriu. - Er, pensei alto - puxou Anthony e Jess até um telefone público mais próximo. Katherine tentou ligar para um superior, mas não conseguiu. Jess analisou o telefone e viu que haviam deixado moedas e cigarros, e assim se lembrou de seu pai, que sempre o fizera. Kathy pegou tudo o que estava por ali. Cleptomaníaca? Não! Ladra mesmo. - Espera um pouco! - Kath engoliu seco e continuou - Aquele não é o seu pai, Jess? - apontou para o senhor que quase tinha acertado a garrafa errante. Jess se surpreendeu, apesar de tudo, ele era seu pai, e ela o amava. Não conseguiu abrir a boca, ficou calada. - Er, oi. Na verdade precisamos da sua moto! - Katherine sorriu já montando na mesma. - Tudo bem - o senhor sorriu para Jess. - Vejo vocês depois - Anthony empurrou Jess na garupa da Kath e correu. Haviam alguns procedimentos estranhos para agentes "bêbados" e o Instituto os levava muito a sério.
Kathy estava sentada no meio fio tomando uma cerveja, enquanto o resto estava em festa. Uns se beijavam, outros brigavam, natural. - Ei, animação! - Anthony a chacoalhou levemente pelos ombros. - Empolgação zero - deu o último gole e jogou a garrafa para longe, quase acertando um senhor que passava por ali. - Peter está passando mal - Jess a noticiou. - Droga! Novatos - dobrou os lábios e levantou-se procurando pelo celular. Jess observou e logo disse - Não usamos celulares, lembra? - sorriu. - Er, pensei alto - puxou Anthony e Jess até um telefone público mais próximo. Katherine tentou ligar para um superior, mas não conseguiu. Jess analisou o telefone e viu que haviam deixado moedas e cigarros, e assim se lembrou de seu pai, que sempre o fizera. Kathy pegou tudo o que estava por ali. Cleptomaníaca? Não! Ladra mesmo. - Espera um pouco! - Kath engoliu seco e continuou - Aquele não é o seu pai, Jess? - apontou para o senhor que quase tinha acertado a garrafa errante. Jess se surpreendeu, apesar de tudo, ele era seu pai, e ela o amava. Não conseguiu abrir a boca, ficou calada. - Er, oi. Na verdade precisamos da sua moto! - Katherine sorriu já montando na mesma. - Tudo bem - o senhor sorriu para Jess. - Vejo vocês depois - Anthony empurrou Jess na garupa da Kath e correu. Haviam alguns procedimentos estranhos para agentes "bêbados" e o Instituto os levava muito a sério.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Capítulo 6 - Love is Louder or Not
Matt não disse uma palavra, terminou o que tinha que fazer e subiu até o quarto 02 "Lindsay Campbell / Lukaz Boscov" para pedir algum conselho. Por mais que Kathy havia jogado tudo em sua cara num tom hostil, era tudo verdade. E ele percebeu que havia errado.
Mas vocês não podem fazer isso - Lindsay pareceu frustrada - Vocês são um time. Você e ela, ela e você - sorriu amarelo e continuou - Não consigo imaginar vocês separados.
Me cansei, Lind. Tem dias que ela nem olha na minha cara e vem me pedir coisas no outro dia, toda sorridente. Outros dias ela me ignora por completo e fica grossa, somente comigo. - respirou e prosseguiu - Creio que anteontem ela passou dos limites.
Tente consertar isso - ela ficou sem graça.
Mas eu não quero - ele abaixou a cabeça.
Então o que veio fazer aqui? - a garota arqueou uma sobrancelha.
Nada. Obrigado por me ouvir - ele saiu, indo em direção ao quarto 08.
Os corredores estavam silenciosos, quase ninguém estava na casa, havia uma festa a alguns metros dali. Os que restavam ainda estava se arrumando para sair, apenas.
Hey Jess. Posso entrar? - ele bateu na porta, como um apelo.
Matt? - ela abriu a porta com o lápis de olho preto na mão esquerda, e um olho desenhado - Pode entrar, claro.
Eu amo ela, Jess - desabafou - Mas não dá pra continuar. Não quero ficar preso nisso - ele demonstrava cansaço.
Mas ela vale a pena? - ela sorriu pra ele, esperando receber um sorriso de volta
Valia - ele não mudou a expressão - Jess, eu me preocupo com ela, eu quero cuidar dela. Mas acho que é amor platônico - parecia inconformado.
Já tentou falar isso pra ela? - deu-o esperanças.
Certamente ela não ia me ouvir - estralou o dedo indicador.
Ok, se você não vai fazer nada, eu vou. Vamos para a festa? - Jess estava excitada com a festa.
Na verdade tenho algo pra fazer. Mas se divirta. - ele saiu deixando Jess no vacuo.
Mas vocês não podem fazer isso - Lindsay pareceu frustrada - Vocês são um time. Você e ela, ela e você - sorriu amarelo e continuou - Não consigo imaginar vocês separados.
Me cansei, Lind. Tem dias que ela nem olha na minha cara e vem me pedir coisas no outro dia, toda sorridente. Outros dias ela me ignora por completo e fica grossa, somente comigo. - respirou e prosseguiu - Creio que anteontem ela passou dos limites.
Tente consertar isso - ela ficou sem graça.
Mas eu não quero - ele abaixou a cabeça.
Então o que veio fazer aqui? - a garota arqueou uma sobrancelha.
Nada. Obrigado por me ouvir - ele saiu, indo em direção ao quarto 08.
Os corredores estavam silenciosos, quase ninguém estava na casa, havia uma festa a alguns metros dali. Os que restavam ainda estava se arrumando para sair, apenas.
Hey Jess. Posso entrar? - ele bateu na porta, como um apelo.
Matt? - ela abriu a porta com o lápis de olho preto na mão esquerda, e um olho desenhado - Pode entrar, claro.
Eu amo ela, Jess - desabafou - Mas não dá pra continuar. Não quero ficar preso nisso - ele demonstrava cansaço.
Mas ela vale a pena? - ela sorriu pra ele, esperando receber um sorriso de volta
Valia - ele não mudou a expressão - Jess, eu me preocupo com ela, eu quero cuidar dela. Mas acho que é amor platônico - parecia inconformado.
Já tentou falar isso pra ela? - deu-o esperanças.
Certamente ela não ia me ouvir - estralou o dedo indicador.
Ok, se você não vai fazer nada, eu vou. Vamos para a festa? - Jess estava excitada com a festa.
Na verdade tenho algo pra fazer. Mas se divirta. - ele saiu deixando Jess no vacuo.
Capítulo 5 - Truce
Katherine não conseguia viver sem Matt, mas ela tinha que ser forte, senão ia sofrer sempre mais. O que ele havia feito? Algo tão grande assim? Não dizia pra ninguém. Por fim, resolveu não ignorá-lo tanto como antes. Mas Matt não pensava como dois dias atrás, ele não a ignorava, mas não suportava nada do que ela fazia. "Kathy, para. Tá me atrapalhando."
"Kathy, agora não." "Kathy, não grita." "Kathy, não." "Kathy, cala a boca." "Kathy, sai." "Kathy, Kathy, Kathy." Até que ela se irritou e bravejou - Que inferno, Matt. Para de se incomodar comigo, vai pro inferno. Você enche muito o meu saco. Tudo o que eu faço tá errado ou te enche o saco. Por que você não morre e me deixa em paz? - após dizer, saiu batendo a porta do quarto, indo em direção a porta do saguão que dava de frente para a rua.
"Kathy, agora não." "Kathy, não grita." "Kathy, não." "Kathy, cala a boca." "Kathy, sai." "Kathy, Kathy, Kathy." Até que ela se irritou e bravejou - Que inferno, Matt. Para de se incomodar comigo, vai pro inferno. Você enche muito o meu saco. Tudo o que eu faço tá errado ou te enche o saco. Por que você não morre e me deixa em paz? - após dizer, saiu batendo a porta do quarto, indo em direção a porta do saguão que dava de frente para a rua.
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